A tal da cultura e as empresas de desenvolvimento: uma história

fevereiro 10, 2017 11:00 am Publicado por Deixe um comentário

Foi há mais ou menos seis anos a primeira vez em que ouvi a expressão “cultura da empresa”. Eu, então assessora de imprensa, estava fazendo uma pesquisa para tentar entender o que o pessoal da Concrete Solutions gostava e o que não gostava na empresa e porque eles continuavam sendo funcionários dali. O termo “cultura” apareceu diversas vezes como o motivo de escolha e permanência na Concrete. Desde então, a palavra começou a me instigar e fui aprendendo aos poucos o que era isso.

Quando você ouve “a cultura da empresa é muito legal”, o que você imagina? Depois de algum tempo trabalhando na área de tecnologia, eu percebi que muitas pessoas pensam em puffs coloridos, pebolim e geladeira cheia de cerveja. Entretanto, também notei que essas regalias são fáceis de ter. Basta ter dinheiro e está resolvido. A cultura de verdade é muito mais difícil de conseguir. Basicamente, é fazer com que todos os funcionários sigam um determinado conjunto de hábitos sem perceber. Parece complicado? Não é!

A gente simplesmente incorpora e vai. É o nosso jeito de trabalhar, o modo como somos dentro do escritório e que muitas vezes reflete o que somos fora dele também. A má notícia é que isso não é ensinado, não está colocado em quadros nas paredes e nem tem um power point sobre o assunto. Funciona assim: enquanto você trabalha, você sente como os líderes e as outras pessoas agem em determinados momentos, e passa a fazer da mesma forma. E o melhor: você nem percebe, porque gosta de agir assim. É claro que isso funciona em empresas com a tal da “cultura legal”, né? Se você não se identifica, talvez esteja no lugar errado.

Vale dizer que essa cultura deve ser baseada em valores muito fortes. Aqui na Concrete, por exemplo, a gente acredita em Pessoas, Compromisso, Agilidade, Fatos, Transparência e Equilíbrio. Mas é claro que a gente não começou acreditando nisso. Simplesmente percebemos que isso fazia parte da nossa cultura e aí colocamos no papel. Ou melhor, em um vídeo, que se você quiser, pode assistir aqui. Quando os valores são fortes, fica muito mais fácil entender a cultura da empresa. A ideia é que quando você tiver em uma situação que exija alguma atitude, você pense nos valores e aja de acordo com o que eles agiriam. Simples assim.

Por fim, vale dizer que essa cultura não é estática. A Concrete, mais uma vez como exemplo, está crescendo muito e muito rápido. Com isso, quanto mais pessoas temos mais a nossa cultura é propagada. Estamos felizes em ver quantas pessoas acreditam na mesma coisa que a gente! E com a entrada de novas pessoas, a cultura vai se moldando. É como se fosse um produto, que nunca está pronto. Nós medimos, aprendemos e iteramos; para sempre. É assim também com a cultura: temos sempre que medir e adequar o que não está de acordo.

Meio abstrato demais? Então, vou terminar com dois exemplos práticos que ouvi do Dedé Coelho e da Viviane Martins, em uma conversa que tivemos recentemente. O Dedé disse que um exemplo de como a cultura é forte (e legal) é quando alguém vai trabalhar em outro lugar e depois volta com a frase: “eu senti falta da Concrete”. Não é de trabalhar com projetos legais, ou das pessoas, mas “da Concrete”. Isso é cultura. Já a Vivi disse que o maior exemplo, para ela, é quando alguém responde exatamente o que ela responderia em uma determinada discussão ou conversa. É o famoso “estamos alinhados”. =)

Vale fazer um merchanzinho antes de terminar este artigo? A gente está entre as 30 PMEs mais amadas da Love Mondays. E adivinha? Dentre os quesitos, qual é a nossa maior nota? Cultura, é claro! Pode ter certeza: é o que nos trouxe até aqui e é o que vai continuar nos levando mais longe. Cuide da sua cultura também!

Source: IMasters

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Este artigo foi escrito pormajor

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